Desci à casa do oleiro a fim de encomendar um vaso. No momento em que esperava para ser atendido, meus olhos admirados passeavam de um objeto a outro, encantados com sua beleza. Foi quando reparei, em um canto, um pequeno pedaço de barro. Pareceu-me abandonado. Aproximei-me e, ali mesmo, fui testemunha de uma coisa espantosa. ___ Remodela-me, Senhor! ___ repetia com ar sofredor a pobre criatura. Impressionado, dirigi-me ao oleiro: ___ Amigo, sempre apreciei teu trabalho. Como todos sabem, a melhor obra é aquela que sai de tuas mãos. No entanto, recuso-me a acreditar que, por mero descuido, relegaste um pequeno pedaço de barro à mais triste solidão. Ele me fitou em silêncio. A princípio, pensei que fosse condenar minha aflição, mas, alguns minutos pronunciou-se: ___ Caro amigo, aprecio tua preocupação, porém o pequeno barro de nada me serve, garanto a ti que não tem jeito, não. ___ Como assim? Recuso-me a acreditar que tão hábil oleiro não saiba o barro aproveitar. ___ Julgas...
Aquele que me enviou está comigo; ele não me deixou sozinho, pois sempre faço o que lhe agrada.(João 8:29)