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Mostrando postagens com o rótulo Literatura

E cantei e cantei

Senhor, logo que eu vi a natureza As lágrimas secaram. Os meus olhos pousados na contemplação Viveram o milagre de luz que explodia no céu. Eu caminhei, Senhor. Com as mãos espalmadas eu caminhei para a massa de seiva Eu, Senhor, pobre massa sem seiva Eu caminhei. Nem senti a derrota tremenda Do que era mau em mim. A luz cresceu, cresceu interiormente E toda me envolveu. A ti, Senhor, gritei que estava puro E na natureza ouvi a tua voz. Pássaros cantaram no céu Eu olhei para o céu e cantei e cantei. Senti a alegria da vida Que vivia nas flores pequenas Senti a beleza da vida Que morava na luz e morava no céu E cantei e cantei. A minha voz subiu até ti, Senhor E tu me deste a paz. Eu te peço, Senhor Guarda meu coração no teu coração Que ele é puro e simples. Guarda a minha alma na tua alma Que ela é bela, Senhor. Guarda o meu espírito no teu espírito Porque ele é a minha luz E porque só a ti ele exalta e ama. Vinicius de Moraes

PARA VOCÊ, MEU AMOR

Já se foi o sol do verão O perfume das flores da primavera As folhas do outono? Vieram sozinhas Só me resta o frio do inverno Na expectativa de que esse ciclo não se complete novamente Onde estás, meu amor? Estás tão escondido em Deus Que só na profunda intimidade com Ele posso te encontrar Enquanto não te encontro, Continuo a te esperar Ansiosa para conhecer o brilho do teu olhar

Perseverar, perseverar, perseverar...

  “...Esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” Filipenses 3:13-14 O objetivo era atingir o alto de uma grande torre. Havia no local uma multidão assistindo. Muita gente para vibrar e torcer por eles. Começou a competição. Mas como a multidão não acreditava que os sapinhos pudessem alcançar o alto daquela torre, o que mais se ouvia era:  Que pena !!! esses sapinhos não vão conseguir...não vão conseguir..." E os sapinhos começaram a desistir.  Mas havia um que persistia e continuava a subida em busca do topo. A multidão continuava gritando:  "... que pena !!! vocês não vão conseguir !...". E os sapinhos estavam mesmo desistindo, um por um, menos aquele sapinho que continuava tranquilo ... embora cada vez mais arfante. Já ao final da competição, todos desistiram, menos ele. A curiosidade tomou conta de todos. Qu...

Alguém como Daniel

Alguém como Daniel Senhor, seria ingênuo e ridículo, Se não fosse tão sincero o anseio. Mas a quem buscar, com este coração sensível, Este corpo frágil, e esta alma que sonha, Se não a ti que me conheces, Pois que me fizeste? Quero amar alguém, Senhor, mas alguém Que me ajude a chegar cada vez mais perto de Ti. Reconheci que a felicidade é relativa, E proporcional à proximidade Tua. De que me aproveita ser admirada, querida por alguém que não te conhece, que não te reconhece como Senhor, e amigo verdadeiro? Quero ser para aquele que te peço, Uma das demais coisas que lhe acrescentas, Porque antes te buscou primeiro. Quero um amor tão forte e duradouro Como uma prova que de Ti desceu. Capaz de compensar minha fragilidade, Que, tendo como meta a eternidade, Já na terra seja um pedaço de céu. Não te peço um Davi de Miguel Ângelo, Nem um César com poder na mão: Peço-te um homem verdadeiro, que eu possa chamar de "companheiro." que antes de espo...

Porque te amo!

Porque te amo é o título de um dos surpreendentes livros de Max Lucado. É uma narrativa cativante destinada ao público infantil, mas que tem lições de vida para as pessoas de todas as fases. Shaddai, um homem muito sábio, construiu uma aldeia maravilhosa para as crianças, trabalhava e provia as necessidades de cada uma delas. Ele gostava de brincar e conversar com cada uma delas: a amorosa Luci, o medroso Orlando, a amável Renata, o tímido Luís e o curioso Paladim. Do lado de fora da aldeia ficava uma floresta muito perigosa. Porque amava as crianças Shaddai construiu um muro para protegê-las. Durante a construção do muro, Shaddai deixou um buraco, pois ele queria que as crianças ficassem com ele por livre arbítrio e não por obrigação. Como Paladim era muito curioso, foi o primeiro a descobrir o buraco no muro. Em todo tempo ele ficava curioso para descobrir o que tinha do outro lado do muro. Apesar de Shaddai ter instruído, com amor, a Paladim para ele não sair, Paladim ...